“Somos tambores ricos de fé”

“Somos a Bahia de um mar inteiro. Somos a fumaça de um mensageiro.  Somos pretos e cantaremos nossa cor. Somos a luz da cidade sóbria.  Somos o sonho de ser pátria igual. Somos beleza infinita.  De perto, anormal. Somos capoeira de mestre forte. Somos escolhidos da sorte. Somos tambores ricos de fé.  Somos universo de bem maior. Somos o amor e seus aliados. Somos filhos dos encantados!”

Bahia terra dos orixás, patuás e babalorixás, culto a Todos os Santos, é também a terra de todos os ritos e mitos. É um mosaico de festejos e celebrações às crenças de origem africana, indígena e portuguesa, ao tempero singular da baianidade, tem uma cultura sofisticada, entre as mais tradicionais e ricas da América. Historicamente, as raízes da nação brasileira estão aqui. O Estado tem sido um celeiro de mentes brilhantes, cientistas, engenheiros, escritores, poetas, músicos e artistas.

Na música, os baianos primam. Aqui nasceu o samba, o lundu, o axé, ko - Copiao trio elétrico, a guitarra nova e a Timbalada de Carlinhos Brown. Também a bossa nova que foi criada pelo baiano João Gilberto. O Carnaval de Salvador transformou-se na maior festa do Planeta. Os guitarristas baianos, como Armandinho, Pepeu Gomes e Durval Lélis estão e ntre os melhores do mundo. A musicalidade também se expressa na arte marcial baiana: a capoeira, que usa o ritmo do corpo para transformar os pés em armas mortais.

Na poesia, o primeiro grande poeta brasileiro: Gregório de Mattos, e o maior de todos: Castro Alves. Na literatura, João Ubaldo Ribeiro e Jorge Amado, que não ganhou um Nobel por azar do prêmio, que ficará devendo isso à cultura mundial.

Nas artes plásticas, os baianos destacaram-se inicialmente com seus grandes mestres da arte sacra, desde o século 17. O século 20 coneceu Mario Cravo, Calasans Neto, Nide Bacelar, Tati Moreno e outros. A gastronomia baiana é especial, com contribuições indígena, africana e europeia, tem um imenso leque de pratos típicos.

Foi na Bahia que teve início o nosso folclore e a nossa história. Da mistura de portugueses, índios e africanos surgiu o baiano e com ele uma variedade de ritos, festas e folguedos. No interior do estado, o baiano é representado pelo vaqueiro do sertão enquanto no litoral, pelas baianas com seu traje típico. Dos ritos os que mais se sobressaem são o Cambomblé, a Festa de Iemanjá e a Lavagem do Bonfim. O Candomblé é um rito africano trazido ao Brasil pelos escravos negros. Podemos citar como exemplo o Maculelê que é uma dança de forte expressão dramática, destinada principalmente aos homens, que bailam em grupo, batendo bastões ao ritmo dos atabaques e ao som de cânticos em dialetos africanos ou em linguagem popular.

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A data de apresentação varia, mas as exibições sempre acontecem durante a festa de Nossa Senhora da Purificação e no Bembé do Mercado, realizado em maio, nos

festejos pela Abolição da Escravatura. Tradição mantida há mais de cem anos na cidade de Santo Amaro da Purificação, Recôncavo baiano.

Capoeira

Mistura de dança com luta, a Capoeira tem sua origem na África, trazida ao Brasil pelas mãos dos escravos, como forma de defesa. Ao som ritmado e bem marcado do berimbau de barriga, caxixi, atabaque, pandeiro e reco-reco, dois participantes ensaiam coreografias sincronizadas, gingadas de perna, braços, mãos, pés, cabeça e ombros. O repertório abrange chutes e piruetas cheios de molejo, malícia e manemolência. A Capoeira é um dos símbolos da resistência do povo africano. O jogo é um diálogo de corpos, dois capoeiristas se benzem ao pé do berimbau e iniciam um lento balé de perguntas e respostas corporais, até que um terceiro entre no jogo, e assim sucessivamente, até que todos participem.

Samba de roda

O samba de roda é uma forma de preservação da cultura dos negros africanos escravizados no Brasil. Acompanhado por atabaques, ganzá, reco-reco, viola e violão, o solista inicia as cantigas, seguido em coro pelo grupo a dançar. Ligado ao culto Samba1de orixás e caboclos, à capoeira e às comidas à base de dendê, o samba de roda teve início por volta de 1860, como forma de preservação da cultura dos negros africanos escravizados no Brasil. A influência portuguesa, além da língua falada e cantada, fica por conta da introdução da viola e do pandeiro.

Monumentos

O majestoso monumento, erigido em homenagem à Independência da Bahia, localiza-se no Largo do Campo Grande e tem como símbolo principal “O Caboclo”, representando um ato de afirmação de identidade, nacionalidade e liberdade. Faz parte do monumento um pedestal de mármore de Carrara, formado por dois corpos e escadarias do mesmo material, sentado sobre o pedestal, ergue-se uma elegante coluna de bronze, da ordem corintia. Medindo exatos vinte e cinco metros e oitenta e seis centímetros, o Monumento ostenta alegorias, símbolos e quadros que representam batalhas campais.

Baiano

“Ser Baiano é ser chamado de preguiçoso, enquanto se trabalha de sol a sol; É ser invejado por morar na Terra da Alegria, do sol, da diversão, do carnaval, da Ivete, do Chiclete, da Margareth; É saber que toda hora é cedo e que o trem das 11 também passa ás 12:30, de modo que sempre dá pra “tomar mais uma”; É morrer de rir e fazer resenha dos gringos tentando imitar as coreografias que fizeram sucesso no nosso verão (passado); Oxe! é ser reconhecido em qualquer lugar e achar massa; É falar namoral, êta, busú, fazeno, durmino, vixi, vamo pro reggae? Deus é mais, Ave Maria; É chamar sua amiga de piriguete, seu amigo de corno e eles não se importarem; É falar: Ô negão, bora cumê água, vei?; Ser Baiano é marcar um compromisso pra de hoje a oito, é ficar retado quando falam mal da gente; Ser Baiano é está feliz, de bem com a vida, é ser honesto, guerreiro, amigo e ter consciência que Deus pegou o melhor das outras partes do mundo, encostou no mar, no lado de umas serras, cortou por uns rios, misturou tudo e fez esse LUGAR ÚNICO chamado BAHIA.”

Post por Laryssa Batista e Rute Macêdo – 2ª série do Ensino Médio

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